26.11.12

National Mall

O National Mall (em português: Passeio Nacional) é um amplo espaço a céu aberto compreendido entre o Capitólio e o Monumento de Washington, no centro administrativo de Washington, D.C..
O National Mall possui o formato de uma longa praça constituída de jardins, chafarizes, árvores e monumentos. No entanto, o termo comumente inclui algumas áreas pertencentes ao West Potomac Park e muitas vezes é utilizado para referir a toda a área entre o Capitólio e o Lincoln Memorial.
Foi adicionado a lista do Registro Nacional de Lugares Históricos em 15 de outubro de 1966.
 

Dimensões

23.11.12

Balneário do Caldas

Balneário do Caldas S.A. é uma estância hidromineral pertencente à Prefeitura Municipal de Barbalha. Localiza-se na Chapada do Araripe, distrito de Caldas, na cidade de Barbalha, estado do Ceará.
Destino de milhares de turistas por ano, é responsável por boa parte da renda da cidade e possui, além de fontes e piscinas naturais de água mineral, um hotel de serra (Hotel das Fontes) compondo o complexo turístico Termas do Caldas.

História

Capela Bom Jesus - Balneário do Caldas
Em 1869, por ocasião de uma de suas missões de evangelização, o Padre Ibiapina em visita à capela do Bom Jesus dos Aflitos localizada nas terras do senhor Antônio Emanuel de Caldas, conhece a fonte do Bom Jesus nas proximidades do local. Por acreditar nas propriedades curativas das águas minerais, o padre passa a recomendar o banho e a ingestão destas aos fieis. A partir de então a fonte do Bom Jesus, na localidade de Caldas, passa a receber uma quantidade considerável de pessoas em busca de suas propriedades medicinais.
Com o passar dos anos foram surgindo casas e pontos comerciais no povoado. Uma nova igreja foi construída, assim como um cemitério e em 1946 fundou-se a Escola Rural do Caldas. Em 1958, por obra do DNOCS, foi construída a estrada que liga o povoado à cidade de Barbalha, sendo asfaltada em 1978. Sofreu nova intervenção do Governo do Estado do Ceará em 2011, passando a ser duplicada e sinalizada.
Balneário do Caldas
Em 1973, por iniciativa do prefeito Fabriano Livônio Sampaio, foram adquiridas as terras nas quais se localizavam as fontes que, desde o século anterior, despertavam a atenção dos turistas. A construção da infra-estrutura necessária para ali fundar uma estância hidromineral teve início no ano seguinte. Em 02 de Março de 1975 foi inaugurado o Balneário do Caldas, tornando-se um dos mais visitados atrativos turísticos do interior do Ceará.
Fonte de João Coêlho
A estrutura do complexo conta com duas fontes naturais, os buracos (Bom Jesus e João Coêlho), recomendadas para a prática da balneoterapia. Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, as águas destas fontes se classificam da seguinte maneira: "Águas minerais naturais e hipo-termais, enquadradas em tipos de águas medicinais." As fontes se encontram a aproximadamente 760m de altitude e possuem uma vazão de,aproximadamente, 54 metros cúbicos por hora. A temperatura da água está em torno de 26°C e sua dureza em 0,028 g/l. O Balneário do Caldas é reconhecido pela lei estadual n° 3894 de 1957 como a única estância termo-mineral do Ceará.
Jardins Balneário do Caldas

Além das fontes, o balneário possui piscinas de água parada e corrente, bicas e cachoeira. O local conta, ainda, com quadras esportivas, restaurantes, vestiários, ponto de primeiros socorros e diversos espaços para piqueniques e descanso.

O Hotel das Fontes, fundado em 1976, completa a infra-estrutura turística do complexo.

Tel: (88) 3532-9118/(88) 9976-8226

Site: http://www.balneariodocaldas.com.br/

 






14.11.12

Cataratas do Iguaçu / Cataratas del Iguazú

A área das Cataratas do Iguaçu (em espanhol: Cataratas del Iguazú) é um conjunto de cerca de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizada entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil, e o Parque Nacional Iguazú em Misiones, na Argentina, fronteira entre os dois países. A área total de ambos os parques nacionais, correspondem a 250 mil hectares de floresta subtropical e é considerada Patrimônio Natural da Humanidade.
O Parque Nacional argentino foi criado em 1934; e o Parque Nacional brasileiro, em 1939, com o propósito de administrar e proteger o manancial de água que representa essa catarata e o conjunto do meio ambiente ao seu redor. Os parques tanto brasileiro como argentino passaram a ser considerados Patrimônio da Humanidade em 1984 e 1986, respectivamente. Desde 2002 o Parque Nacional do Iguaçu é um dos sítios geológicos brasileiros [1].
Historicamente, o primeiro europeu a achar as Cataratas do Iguaçu foi o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, no ano de 1541[2].
As Cataratas do Iguaçu participaram da campanha mundial de escolha das Sete Novas Maravilhas da Natureza, organizada pela Fundação New 7 Wonders. As cataratas ficaram entre as 28 finalistas da campanha, que durou até o fim do ano 2011 quando foi atingido o número de 1 bilhão de votos.[3]

 

Toponímia


Panorama aérea das cataratas do Iguaçu, fronteira Argentina-Brasil.

Cataratas e complexo turístico brasileiro.
Seu nome vem das palavras Tupi ou Guarani y ɨ (água) e ûasú waˈsu (grande).[4] Reza a lenda que um deus planejava se casar com uma bela mulher chamada Naipi, que fugiu com seu amante mortal Tarobá em uma canoa. Com raiva, o deus cortou o rio, criando as cachoeiras e condenando os amantes a uma queda eterna.[5] O primeiro europeu a descobrir as cataratas foi o conquistador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 31 de Janeiro de 1542, por qual uma das quedas no lado argentino foi nomeada.[4] As quedas foram redescobertas por Boselli[5] no final do século XIX, e uma das quedas da Argentina é nomeada com seu nome.

Geografia


Imagem de satélite das Cataratas.
O sistema consiste de 275 cachoeiras ao longo de 2,7 km do rio Iguaçu. Algumas das quedas individuais têm até 82 metros de altura, embora a maioria tenha cerca de 64 metros. A Garganta do Diabo (em espanhol: Garganta del Diablo), uma queda em forma de U, tem 82 metros de altura, 150 metros de largura e 700 metros de comprimento, é a mais impressionante de todas as cataratas e marca a fronteira entre a Argentina e o Brasil.
Dois terços das cataratas ficam em território argentino.[4] Cerca de 900 metros dos 2,7 km de comprimento, não tem água que flui sobre ele. A borda da tampa de basalto recua cerca de 3 mm por ano. A água do baixo Iguaçu se acumula em um cânion que drena no rio Paraná, a uma curta distância da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A junção entre a água marca a fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Existem pontos nas cidades de Foz do Iguaçu, no Brasil, Puerto Iguazú, na Argentina, e Ciudad del Este, no Paraguai, que têm acesso ao rio Iguaçu, onde as fronteiras dos três países podem ser vistas, uma popular atração turística para os visitantes das três cidades.

Turismo

A maioria dos visitantes alcançam as quedas do lado argentino através da cidade de Puerto Iguazú. O Brasil (e também o Paraguai[6]) exige dos cidadãos de alguns países que entram pela Argentina a obtenção de vistos, o que é demorado. Por exemplo, os visitantes da América do Norte que vêm da Argentina para ver as cataratas do lado brasileiro devem solicitar pessoalmente um visto no consulado brasileiro na cidade argentina de Puerto Iguazú.
Existem dois aeroportos internacionais perto das Cataratas do Iguaçu: o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (IGU) e o Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú (IGR). Ambos os aeroportos estão a vários quilômetros das Cataratas do Iguaçu e das cidades vizinhas de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Puerto Iguazú, na Argentina. A LAN Airlines e a Aerolíneas Argentinas tem voos diretos a partir de Buenos Aires e várias companhias aéreas brasileiras como a TAM, Gol, Azul e WebJet oferecem serviços das principais cidades brasileiras até Foz do Iguaçu.

Acesso

As quedas podem ser alcançadas a partir das duas principais cidades dos dois lados das cataratas, Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, no Brasil, e Puerto Iguazú, na província de Misiones, Argentina, bem como a partir de Ciudad del Este, no Paraguai, do outro lado do rio Paraná. As quedas são compartilhados pelo Parque Nacional Iguazú (Argentina) e pelo Parque Nacional do Iguaçu (Brasil). Os dois parques foram designados Patrimônio Mundial da UNESCO em 1984 e 1987, respectivamente.[7]
No lado brasileiro, existe uma passarela ao longo do cânion com uma extensão para a base inferior da Garganta do Diabo. O passeio de helicóptero que oferece vistas aéreas das quedas estão disponíveis apenas no lado brasileiro, a Argentina proibiu tais excursões devido aos seus efeitos nocivos[carece de fontes] sobre o meio ambiente. Do Aeroporto de Foz do Iguaçu o parque pode ser alcançado por táxi ou ônibus. Há uma taxa de entrada para o parque. Ônibus gratuitos frequentes são fornecidos para vários pontos dentro do parque. A cidade de Foz do Iguaçu está a cerca de 20 km de distância e o aeroporto está entre o parque e a cidade.
O acesso pela Argentina é facilitado pelo Trem Ecológico. O trem leva os visitantes diretamente para a entrada da Garganta do Diabo, bem como as trilhas superiores e inferiores. O Paseo Garganta del Diablo é uma trilha de um quilômetro de comprimento que leva o visitante diretamente sobre as quedas da Garganta do Diabo. Outras passagens permitem o acesso ao trecho alongado de quedas do lado argentino e á balsa que liga a ilha de San Martin.

Passarelas das cataratas visto do lado brasileiro.

Comparação com outras quedas famosas


"Garganta do Diabo", a maior queda das cataratas.

Cataratas do Iguaçu.
Ao ver Iguaçu, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, teria exclamado "Pobre Niágara!".[4] As Cataratas do Iguaçu também são muitas vezes comparadas com as Cataratas Vitória, na África Austral, que separa a Zâmbia e o Zimbabwe. Iguaçu é mais ampla, mas porque ela é dividida em cerca de 275 quedas discretas e grandes ilhas, Victoria é a maior cortina de água no mundo, com mais de 1.600 m de largura e mais de 100 m de altura.
Com o alagamento do Salto de Sete Quedas em 1982, Iguaçu atualmente tem o segundo maior fluxo médio anual do que o de qualquer cachoeira do mundo, depois das Cataratas do Niágara, com uma taxa média de 1.746 m³/s. Seu fluxo máximo registrado foi de 12.800 m³/s.[8] Em comparação, a vazão média das Cataratas do Niágara é de 2.400 m³/s, com uma vazão máxima gravada de 8.300 m³/s.[9] O fluxo médio nas Cataratas Vitória é de 1.088 m³/s, com uma vazão máxima registrada de 7.100 m³/s.[10]
Muitas cataratas têm entre 30 m e 150 m na Garganta do Diabo, enquanto nas Cataratas Vitória alcançam mais de 300 m. No entanto, Iguaçu oferece uma vista melhor e passarelas, além disso, seu formato permite vistas espetaculares. Em um certo ponto uma pessoa pode estar cercada por 260 graus de cachoeiras. A Garganta do Diabo, tem água derramando-se nela a partir de três lados. Da mesma forma, visto que Iguaçu é dividida em várias pequenas quedas, pode-se ver estas uma porção de cada vez. Vitória não permite isso, pois é essencialmente uma cachoeira que cai em um canyon e é imensa demais para ser apreciada ao mesmo tempo (com exceção do ar).
As Cataratas do Iguaçu estão participando da campanha mundial de escolha das Sete Novas Maravilhas da Natureza, organizada pela Fundação New 7 Wonders. As cataratas estão entre as 28 finalistas da campanha, que deve durar até 2011 quando deve ser atingido o número de 1 bilhão de votos. Outra concorrente brasileira no concurso é a Floresta Amazônica. Em fevereiro de 2009, foi a quinta classificada no Grupo F, a categoria de lagos, rios e cachoeiras.[3]

Lenda

Uma linda lenda tupi-guarani explica o surgimento das Cataratas do Iguaçu. "Há muitos anos atrás, o Rio Iguaçu corria livre, sem corredeiras e nem cataratas. Em suas margens habitavam índios caingangues, que acreditavam que o grande pajé M’Boy era o deus-serpente, filho de Tupã. Ignobi, cacique da tribo, tinha uma filha chamada de Naipí, que iria ser consagrada ao culto do deus M’Boy, divindade com a forma de grande serpente.
Tarobá, jovem guerreiro da tribo se enamora de Naipi e no dia da consagração da jovem, fogem para o rio que os chama: - "Tarobá, Naipí, vem comigo!" Ambos desceram o rio numa canoa.
M’Boy, furioso com os fugitivos, na forma de uma grande serpente, penetrou na terra e retorceu-se, provocou desmoronamentos que foram caindo sobre o rio, formando os abismos das cataratas. Envolvidos pelas águas, caíram de grande altura. Tarobá transformou-se numa palmeira à beira do abismo, e Naipí, em uma pedra junto da grande cachoeira, constantemente açoitada pela força das águas. Vigiados por M’Boy, o deus-serpente, permanecem ali, Tarobá condenado a contemplar eternamente sua amada sem poder tocá-la.
Panorama das cataratas do Iguaçu.
Panorama das cataratas do Iguaçu.

Cultura popular

As quedas têm sido destaque em vários filmes[11], incluindo:

Homenagem

No dia 31 de janeiro de 2012, o Google preparou um doodle especial em homenagem a descoberta das Cataratas do Iguaçu por Álvar Núñez Cabeza de Vaca[12].

 
Vista aérea das Cataratas do Iguaçu.
Características
Altura 82 m
Localização
Rio Iguaçu
Países Argentina
Brasil
Local Foz do Iguaçu - Puerto Iguazú

Cataratas do Iguaçu está localizado em: América do Sul
Cataratas do Iguaçu
Localização das Cataratas do Iguaçu na América do Sul
Coordenadas 25° 41' 43" S 54° 26' 12" O

10.11.12

Memorial de Curitiba

PRINCIPAL

O Memorial de Curitiba é um espaço moderno, concebido para abrigar atividades culturais múltiplas, incluindo exposições e apresentações cênicas e musicais, e preservar e expor a história da cidade. O espaço também é utilizado para seminários, palestras, oficinas, congressos, lançamentos de livros, entre outras atividades. Suas instalações compreendem salas de exposições (Salão Paranaguá, Salão Paraná e Salão Brasil), um auditório de 144 lugares (Teatro Londrina), o Mirante do Marumbi e uma praça interna para grandes eventos (Praça do Iguaçu).

ÁREAS INTERNAS

 Teatro Lodrina Horário de funcionamento: 13h às 19h (3ª a domingo)


LOCALIZAÇÃO

 Rua Claudino dos Santos, 79 - Centro, Cidade: Curitiba, Estado: Paraná, Brasil

 TELEFONE

  (41) 3321-3313

 De Noite:

  De Dia:


Bosque Alemão

O Bosque Alemão, antiga chácara da família Schaffer com 38 mil m² de área, foi inaugurado em 1996 na cidade de Curitiba, capital do estado brasileiro do Paraná. Localiza-se no bairro Vista Alegre (Jardim Schaffer) e é formado por mata nativa densa. Foi criado para homenagear a cultura e as tradições que os imigrantes alemães trouxeram para Curitiba a partir de 1833.

Atividades

As visitas ao bosque ocorrem diariamente das 6h às 20h, a Biblioteca infantil funciona das 9 às 17h e a Hora do Conto, quando são encenadas histórias infantis é aos sábados e domingos a partir das 14h.

Atrações do bosque

  • Oratório Bach, uma sala para concertos musicais. É uma das principais atrações do Bosque e é instalada na réplica de uma antiga igreja Presbiteriana. A sala foi inaugurada em 13 de abril de 1996.[1]
  • A Torre dos Filósofos, com um mirante de onde se vislumbra boa parte da área preservada.
  • A trilha João e Maria, onde as crianças tem a oportunidade de vivenciar um dos mais belos contos infantis.
  • A Casa Encantada, com uma biblioteca infantil, e onde é feita a Hora do Conto para crianças, com bruxas e fadas.
  • A Praça da Cultura Germânica, onde se vislumbra a riqueza cultural dos imigrantes alemães.
  • O bosque de mata atlântica nativa preservada com nascentes de água límpida.
  • O portal e a reprodução da fachada da Casa Mila, construção germânica do início do século XX, originalmente localizada no centro da cidade. O gradil na abertura superior central do portal é original da antiga construção.

Localização

O bairro Vista Alegre (Jardim Schaffer), abriga toda a área do bosque que se localiza entre as ruas Franz Schubert, Niccolò Paganini e Francisco Schaffer.

Oratório do Bosque Alemão






 

9.11.12

Espelhos normais e falsos

Existem os espelhos ditos normais e os espelhos falsos, aqueles que permitem ver nas duas direcções, como aqueles que vemos nos filmes, onde a vítima escolhe qual dos acusados é o criminoso.
Neste artigo queremos ajudar a detectar esses espelhos falsos, de forma a prevenir-se e a garantir a sua privacidade, quando vai a hotéis, pousadas, casas de público, etc., já que nunca sabemos se existem alguém do lado de lá.
Este artigo não serve para assustar nem para dizer que existem espelhos falsos por aí, com pessoas a espiarem-nos do outro lado, mas não custa nada prevenir e certificar-se que o espelho é um espelho completamente normal.
Os espelhos fazem parte da nossa vida do dia-a-dia e podemos encontrá-los em quase todos os lugares. Nas casas de banho, em ginásios, em lojas de roupa, em hotéis, em ginásios e por muitos outros lugares. Têm surgido vários casos, em que os donos de espaços frequentados por mulheres, usam os espelhos de duas direcções para poder observá-las, fotografá-las ou até filmá-las, nunca se sabendo ao certo para onde poderão ir essas imagens ou onde começa e acaba a privacidade de cada um.

Golfinhos

golfinhos  

Os golfinhos ou delfins são animais cetáceos pertencentes à família Delphinidae. São perfeitamente adaptados para viver no ambiente aquático, sendo que existem 37 espéciesconhecidas de golfinhos dentre os de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis.
São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a grandes profundidades. Suaalimentação consiste basicamente de peixes e lulas. Podem viver de 20 a 35 anos e dão à luz um filhote de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e humanos.
Sua excelente inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. Em cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de grande complexidade. São extremamente brincalhões, pois nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução. Possuem o extraordinário sentido de ecolocalização ou biossonar ou ainda orientação por ecos, que utilizam para nadar por entre obstáculos ou para caçar suas presas.

Ecolocalização


Ilustração animada da ecolocalização

Detalhes da anatomia – Legenda: Verde: Ossos do crânio, Azul: Espermacete ou Melão, Branco: Espiráculo
O golfinho possui o extraordinário sentido da ecolocalização, trata-se de um sistema acústico que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois consegue produzir sons de alta frequência ou ultra-sônicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de cliques ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A frequência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.
Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações acústicas geradas pela ecolocalização.
Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais frequência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objetos simultaneamente.
A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distancia do objeto e se o mesmo está em movimento ou não, permite saber a textura, a densidade e o tamanho do objeto ou presa. Esses fatores tornam a ecolocalização do golfinho muito superior a qualquersonar eletrônico inventado pelo ser humano.A temperatura dele varia com a da água 28 a 30 °C.

[editar]Sono

Os golfinhos por serem mamíferos e apresentarem respiração pulmonar devem constantemente realizar a hematose a partir do oxigênio presente na atmosfera, tal fato obriga os golfinhos e muitos outros animais aquáticos dotados de respiração pulmonar a subirem constantemente à superfície. Uma das consequências desta condição é o sono baseado no princípio da alternação dos hemisférios cerebrais no qual somente um hemisfério cerebral torna-se inconsciente enquanto o outro hemisfério permanece consciente, capacitando a obtenção do oxigênio da superfície.

[editar]Géneros e espécies


Golfinho-de-Hector (Cephalorhynchus hectori)

Delfim-comum (Delphinus delphis)

Golfinho-pintado-pantropical (Stenella attenuata)

Golfinho-do-crepúsculo (Lagenorhynchus obscurus)

Orca (Orcinus orca)
Nota: Alguns membros da família dos golfinhos são designados popularmente como baleia ou boto; por outro lado, há golfinhos que não pertencem à família Delphinidae, como por exemplo o golfinho do Ganges.

Referências

  1. ↑ a b Redes de pesca matam entre 700 e 1,3 mil toninhas ao ano - O Estado de S.Paulo, 15 de março de 2010 (visitado em 15-3-2010)

[editar]Ligações externas

http://www.botos.org/ - Projeto cientifico de conservação de golfinhos de rio na Amazônia, Brasil, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Estudo da ecologia e conservação de golfinhos de rio e das matanças desenfreadas de golfinhos para uso da sua carne e orgãos como isca de um peixe omnivoro chamado piracatinga e confeção de afrodisiacos.

Alimentação

Os golfinhos são caçadores e alimentam-se principalmente de peixes e lulas, mas alguns preferem moluscos e camarões. Muitos deles caçam em grupo e procuram os grandes cardumes de peixes. Cada espécie de peixe tem um ciclo anual de movimentos, e os golfinhos acompanham esses cardumes e por vezes parecem saber onde interceptá-los, provavelmente conseguem estas informações pela excreções químicas dos peixes, presentes na urina e nas fezes.

Pesca de golfinhos

Em muitos locais do mundo os golfinhos são pescados, sendo o Japão um dos principais países onde esta prática se mantém, embora os animais "pescados" neste país seja muitas vezes vendidos para outros países, principalmente China e Estados Unidos.
O principal motivo desta pesca é para alimentação, como um substituído para a carne de baleia, quando estas começaram a se tornar raras. Porém muitos golfinhos e orcas também são capturados para se tornarem "atrações" em parques aquáticos, sendo que muitos pescas são organizadas para este fim. Porém, mesmo nestas pescas que procuram capturar animais vivos, muitos golfinhos acabam mortos ou feridos, devido as técnicas usadas na captura, além disso, os animais que não servem para se tornarem "atrações" nos parques, acabam sacrificados para serem vendidos como carne de baleia. E mesmo os que "sobrevivem" a pesca, não estão garantidos, pois muitos não se adaptam à vida em cativeiro e acabam adoecendo ou mesmo morrendo, além de que a maioria dos parques marinhos não tem condições de suprir todas as necessidades destes animais.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos também demonstrou que a longevidade destes animais decai muito em cativeiro. Para piorar a situação, a reprodução deles em cativeiro é quase impossível, o que torna a pesca de golfinhos "indispensável".
Entre 700 e 1,3 mil toninhas morrem anualmente em redes de pesca no estado brasileiro do Rio Grande do Sul e no Uruguai, segundo dados do Instituto de Oceanografia da FURG. Ameaçadas de extinção, elas estão classificadas como vulneráveis na lista vermelha da (IUCN).[1]

Predadores

Os predadores dos golfinhos são os tubarões e principalmente o homem. Os pescadoresde atuns, costumam procurar por golfinhos, que também os caçam, ocasião em que ocorre um mutualismo. O golfinho encontra o cardume e os pescadores jogam as redes aprisionando os peixes e deixam os golfinhos se alimentarem para depois puxarem as redes. Desse modo, ambas as espécies se beneficiam do alimento. Porém, muitas vezes, os golfinhos acabam se enroscando nas redes, podendo morrer.
O comprimento das redes, além do necessário, assim como a poluição, também aumentam a predação.[1]